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02/03/2009

Mudança de endereço

Endereço do novo blog: http://paoliberdade.blogspot.com/


Escrito por Luara às 14h20
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24/11/2008

GRAÚNA


Escrito por Luara às 16h47
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22/11/2008

Libertad o Paraíso

 

Só para postar essa foto, que não é minha e que aparece aos montes no Google...

Será tão oposto e contraditório assim o Paraíso e a Liberdade... Se fosse para escolher, será que escolheria a Liberdade humana que tanto me atiça a alma e me faz querer lutar mais e mais a cada dia, ou o Paraíso, a promessa divina da vida eterna que me recompensará pelos pesares da vida terrena, que jamais conhecerá a Liberdade como tal?

E você, o que escolheria?


Escrito por Luara às 23h35
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06/09/2008

É necessário que paremos para refletir.

 


Porque uma revista de grande porte como a Veja se propõe a discutir o problema educacional no Brasil, partindo de uma ótica unilateral, limitada e que joga boa parcela de culpa (se não toda ela) nos professores de esquerda?
Digo visão unilateral, pois é uma visão que dá sobrevalor há alguns aspectos da sociedade atual, que sem muitas explicações com embasamento teórico, parecem corretas, mas no fundo não passam de falácias, de armadilhas do próprio sistema capitalista, que só fez desenvolver-se do século XIX prá cá e justamente por isso não há anacronismo algum em discutí-lo. O capitalismo é sim um sistema que se alimenta, sustenta, cresce e desenvolve através da exploração do trabalho humano, da expropriação da liberdade do homem. Não há como negar essa realidade e não há como explicar conteúdo curricular obrigatório algum aos alunos de ensino básico, sem esbarrar nestes princípios.
Digo visão limitada, pois não há conhecimento algum da teoria maxista dentro das discussões propostas pela matéria. Trazer uma discussão moral sobre a vida de Karl Marx não dá menos valor à sua obra, nem diminui a sua importância. É necessáro que se proponha uma discussão teórica e não apenas se use de artifícios como proposituras retóricas que não explicam o sistema, mas o justificam.
As chocadeiras artificias alteram sim o tempo de vida do frango e isso não é feito pelo bem da nutrição dos brasileiros, se não não haveria tanta gente passando fome neste país. O motivo é claro, simples e obrjetivo: o lucro. E é justamente para evitar este tipo de análise pelos estudantes e para continuar com a educação não emancipadora e sim reprodutora da realidade e mercadológica, que não forma indivíduos críticos e sim indivíduos capazes de trabalhar pela e para a perpetuação do capitalismo e da busca incessente por lucro, que este e outros fatores devem ser omitidos em sala de aula.
Na educação não deve haver doutrinamento e sim libertação, conscientização, emancipação do ser humano. Dizer que o método de alfabetização de Paulo Freire é uma doutrina é de fato não conhecer o autor e tampouco entender de fato o que é educação. O papel do educador é sim trazer concsiencia e criticidade àquele que se chama discente e isso não há como negar. Doutrinar é implantar na cabeça das pessoas idéias falsas, mentiras, incutir ideias para que elas tentem se tornar o que nunca serão: burgueses. Pior que isso. Para que a classe oprimida defanda, com unhas e dentes a ideologia de uma classe a qual não pertencem e que a explora dioturnamente. Doutrinar, é fazer com que, diariamente, o trabalhador humilde e não conhecedor da sua força (individual e coletiva) se convença de que realmente a realidade que enfrenta é u,a condição sinequanon á sua existência e que não há nada que se possa fazer para mudá-la. Transformar, ao longo da história, mazelas em fatalidades e lutar, ao longo da história até os dias atuais, para a manutenção do status quo, esforçando-se para que nada se altere e ignorando a luta de classes: isso sim é doutrinação, pois difunde-se uma ideologia - a da classe dominante - sem que se deixe perceber que ela está sendo difundida.
Disse Engels: "No dia em que for possível falar de liberdade, o Estado como tal deixará de existir". 
Para o capitalismo existir é necessário que haja um Estado que o controle e garanta sua sobrevivência. E é a favor disso que a ideologia dominante trabalha é a contra isso que os professores e toda a esquerda, não só no Brasil, lutam.

Abaixo, o link da matéria, para que a crítica não seja vã:

http://veja.abril.com.br/200808/p_076.shtml

Carta de repúdio de Ana Maria Araújo Freire, viúva de Paulo Freire:

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=283191



Escrito por Luara às 01h46
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05/09/2008

a publicidade me consome

* Perca 8cm de barriga!
* Cartão vermelho para a dor de cabeça.
* Faça parte da nossa família!
* 11 de julho nos cinemas
* Ah, se todas as perguntas de vestibular fossem facéis assim!
* É assim que você fica quando precisa se comunicar em inglês?
* A caspa desaparece
* Combina com tudo!
* Derrete na boca...
* A melhor empresa de varejo para se trabalhar no Brasil procura você
* Com ela você terá uma escrita fina e macia
* Proteção nota dez contra vírus e espiões

 

é, consome mesmo...

 

Desculpe-me maninha... Mas precisei copiar-te...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 13h18
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17/09/2007

Terás enlouquecido ó mundo?

 

Terça-feira, 11 de Setembro, de 2007.

Já indignados com a falta de professores, a precarização do ensino, as más condições dos laboratórios, as altas mensalidades, o evidente desvio de verbas que existe dentro da Fundação Santo André, os alunos encontram colados nas portas das salas de aula, a proposta da Reitoria para as mensalidades dos cursos da Fafil, para os matriculados no ano letivo de 2008. Alguns cursos chegaram a aumentar 126% do seu valor atual e este fato causou extrema indgnação nos estudantes, pois a política é clara: fechar a Fafil, onde encontram-se os cursos "menos interessantes" para o mercado e politizados demais para a Reitoria. Os cursos que são a vanguarda da FSA. Não existe interesse da reitoria em manter cursos que na prática so lhe tras dores de cabeça... Mas também é certo que nunca houve uma uma força tão grande unindo os estudantes, como há agora...

Quinta-feira, 13 de Setembro, de 2007.

Mais de 500 alunos da Fundação Santo André reunem-se em assembléia, as 19:00 hrs, para decidir quais seriam as medidas tomadas contra o anúnico da reitoria que aumetava o preço das mensalidades dos cursos da Fafil. Os estudantes decidem ocupar a Reitoria até  que se consiga estabelecer algum diálogo, algum acordo. Mas o único acordo que conseguims foi na madrugada da primeira (e única) noite de ocupação a Força Tática invade o prédio, ameaçando os estudantes e espancando a grande maioria deles. Entraram com metralhadoras, cacetedes, bombas de efeito moral (que foram atiradas e menos de 1 metro de distância dos alunos). Oito estudantes foram detidos. Na imprensa foi divulgado apenas o saldo de destruição da reitoria, alguns aunos foram ameaçados de expulsão, porém a notícia ganhou vulto em toda região do Grande ABC.

Sexta-feira, 14 de Setembro, de 2007.

Nova assémbleia geral dos estudantes. Denovo foi votada a Greve, mas dessa vez, não é só a reduçaõ das mensalidades. Devemos acabar com uma reitoria "democrática", que manda a polícia tratar estudantes, no seu direito de reivindicação como marginais... Já não estamos mais na ditadura militar... Conseguimos ainda algums grandes vitórias... Diversos grupos de de estudantes de outras faculdades, movimentos de esquerda prestaram apoio a nossa causa. Os professores da Fafil também entraram em greve e os alunos da Faeco aderiram à greve geral, devido a sua falta de professores.

Sábado, 15 de Setembro, de 2007.

O movimento ganha apoio na Câmara municipal de Santo André e o apoio de diversos partidos políticos, a Faeng também apóia a causa e durante esta semana inteira haverão atos contra a Reitoria, contra a administração de Odair Bermelho...

ELES TRATAM A EDUCAÇÃO COMO MERCADORIA, POIS NÃO É INTERESSANTE PESSOAS QUE PENSAM E SAIBAM DISCERNIR O JOGO POLÍCO E DE INTERESSES QUE MANTÉM O PODER NAS SUAS MÃOS ... PARA NÓS, EDUCAÇÃO NÃO É MERCADORIA E É PELA EDUAÇÃO DE QUALIDADE E PELOS DIREITOS DE UMA UNIVERSIDADE PARA TODOS QUE LUTAREMOS ATÉ O FIM!!!


Escrito por *...Lμ@®å...* às 14h39
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02/07/2007

talvez devesse aprender a usas o discurso indireto livre definitivamente, para mesclar em mim memsa os personagens da minha vida... confundir meu narrador com a personagem, que costumo narrar em terceira pessoa... qual será a tal máscara que nã quero (ou não consigo) tirar? qual será a forma de me ver longe dela? como sentir a verdade por trás de sentimentos ilusórios ue insisto em alimentar?

é necessário crir estratégias na vida... ainda não criei as minhas... não sei por onde começar... preciso de tempo para discutir sobre o mundo... preciso de coragem para tentar mudá-lo... preciso de coragem para aceitar as mudanças em mim...

quando agente acha que cresceu, de repente se da conta que algumas continuam iguais... de repente bate o medo... o medo da perda, o medo do não, o medo da repreensão... o medo da não aceitação, o medo da falha, da queda, do escuro... medos são bloqueios... não são descartáveis como os receios e nem sempre tão profundos quanto as inseguranças... medos são medos... não são necessáriamente tragédias...
nao me deixo vencer pelo medo, apenas sei que existem coisas que não podem ser controladas e em alguns casos isso dá medo... um dos meus problemas maiores é o fato de querer ter tudo sob o meu contorle... inclusive eu mesma...
tenho medo de saber para onde o mundo está sendo levado e de acordar rade demais, quando não houver mais o último sopro de esperança... tenho medo fracassar... sou uma pessoa totalmente autoritária comigo mesma...os meus julgamnetos para comigo mesma, costumam ser mais cruéis e severos do que os que faço sobre os outro...
tenho medo de pensar nos rumos para os quais as sociedades mundiais caminham... esse caminho tão tortuoso e incerto que não se sabe ao certo quando vai terminar... (se é que vai terminar...). preciso reunir minhas forças, minha esperança, minha ideologia e minha fé para tentar trazer pessoas de bem pro meu lado... preciso me fazer entender, me fazer clara, transparente, sem indesisões...

preciso fazer de mim algo que se resuma em mim mesma...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 21h22
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14/05/2007

Segundo o dicionário Michaelis de Língua Portuguesa, felicidade é:

fe.li.ci.da.de   sf   (lat felicitate)
1 Estado de quem é feliz. 2 Ventura. 3 Bem-estar, contentamento. 4 Bom resultado, bom êxito. F. eterna: bem-aventurança.

Mas... Descobri à pouco o verdadeiro sentido da palavra felicidade...
Pelo menos se não o verdadeiro; o primeiro, o que deu origem às buscas do homem à esse sentimento tão esperado por todos, tão invejado e quase inalcansável para algumas pessoas...
O curioso é que a explicação para tal sentimento é tão simples, que aos olhos gerais, nem pareceria a mais correta...
Para os filósofos gregos, felicidade estava no simples fato de ter amigos... Hoje, no contexto atual, longe da filosofia, amizade é:

a.mi.za.de
  sf   (lat amicitate)
1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor. Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida.

Mas então, qual é a relação entre amizade e felicidade, já que ambas parecem distantes, aos olhos das definições da nossa língua?

Ter um amigo nada mais é que ter alguém com que se pode dividir sua vida, suas alegrias e suas tristezas... Perece clichê, mas é verdadeiro... Amizade é amar ou outro incondicional e desinteressadamente.

Hoje, ninguém é feliz, pois ninguém tem amigos. Hoje são poucos os que amam incondicionalmente... E não existe desinteresse entra as relações humanas atuais... Hojé, ser feliz é ter o seu carro, a sua casa, os seus bens, a sua honra, o seu dinheiro, etc, etc, etc... Cada pessoa, nesse contexto, afasta-se do outro, e o que é valorizado na nossa sociedade de consumo, não é o ser e sim o ter... Cada um precisa provar para o próximo quão próspero é, quão imortante é, etc. A felicidade hoje é comprada em cápsulas, trazida por psicólogos, importada... Portanto a falta do relacionamento com o próximo, pra mim, é sim a representação da falta de felicidade...

Eu me sinto privilegiada por ter tantos amigos, me sinto feliz, me sinto segura... E a cada dia que passa tenho menos vontade de trocar e tratar as pessoas por coisas... Coisificar seres que são como eu.

Só uma piadinha... Cansei de escrever...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 17h49
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05/05/2007

Se bem me lembro, não quero passar agosto espeando setembro...

Preciso, talvez mais do que nunca do agora... Preciso arrumar tempo para pensar (e agir) sobre as coisas que de fato me intessam e que nunca (por medo, receio, vergonha ou coisa que os valha) tive coragem de admitir...
Passa-se o tempo, mudam os discursos, as esquerdas se centralizam e logo se endireitam... Mas a grande maioria continua à margem... À margem da vida, dos sonhos, da dignidade...
Mas... Aí vem o Papa... o Santo Pedre... Vem para trazer a paz a uma nação tão desesperançada.... E decretam feriado, a canonizam Frei Galvão... E pedem para que o Papa reze... A Sta Igreja gasta rios de dinheiro com tudo que pode envolver este evento...
E eu te pergunto... Onde foi parar a caridade católica? Cadê a compaixão? Por que tanto dinheiro gasto com tanto enquanto tantos morrem de fome? Tudo isso em nome de Deus???!!!
Não! Um Deus que ama seus filhos, não os põe na Terra, a troco de nada, para passar a miséria e conseguir a misericórdia. Me recuso a acreditar nisso. O que falta a essas pessoas não é Deus, só e exclusivamente... Falta oportunidade, falta reconhecimento, falta que olhem por eles na terra... Falta poder de voz, força, falta conhecimento da sociedade em que vivem...

Senhas

Adriana Calcanhotto

Eu não gosto do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos
Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
Eu compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
O que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto do bom senso
Eu não gosto de bons modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem…


[BANDEIRA DE ELIANA ALVES]

E A MINHA TAMBÉM...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 16h52
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22/04/2007

Existirmos: a que será que se destina?
Pois quando tu me deste a rosa pequenina
Vi que és um homem lindo e que se acaso a sina
Do menino infeliz não se nos ilumina
Tampouco turva-se a lágrima nordestina
Apenas a matéria vida era tão fina
E éramos olharmo-nos intacta retina
A cajuína cristalina em Teresina

Cajuína - Caetano Veloso


Escrito por *...Lμ@®å...* às 21h19
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24/03/2007

Outro dia, no ônibus indo em direção à Fndação Santo André, recebemos um abaixo assinado em favor da volta de uma linha de ônibus "x". Lemos, assinamos e passamos para frente. A curiosidade de saber qual seria a reação das pessoas em nossa frente nos fez espiar descaradamente o que eles faziam. E para o nossa surpresa (ou talvez não tenhamos nos espando tanto assim), simplesmente assinaram sem ler um papel que passava no ônibus e talvez nem soubessem do que se tratava. Assim fizeram também o restante dos passageiros. Este fato pitoresco nos fez pensar na condição em que as pessoas se encontram... Denominamos este estado de ânimo (ou desânimo) de Inércia social. Eis em que consiste a lei da Inércia, um dos princípios da física:

"Podemos interpretar seu enunciado da seguinte maneira: todos os corpos são 'preguiçosos' e não desejam modificar seu estado de movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa 'preguiça' é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa"*

Porém a massa social, que é dotada de corpos, também tem a tendência de permanecer onde está, simplesmente pelo fato de ter se acomodado nesta situação. Esta Inércia social, faz com que as pessoas percam as prespectivas na vida, caminhando sempre na mesma direção.
É evidente que a maioria das sociedades atuais, têm em sua raíz traços marcantes e comuns, que são culturais e difíceis de ser quebrados, mas no caso do Brasil, o que ocorre é justamente o contrário: as posições e caracterísicas são mantidas não pelo fortalecimento da cultura e da idenidade nacional e sim por uma grande invasão estrangeira, que barbariza nossos costumes e que nos transforma gradativamente e uma sociedade estática, não pelo fato de não haver mobilidade social, mas por não existir meios de mobilização social. Esse é o fator diferencial e que faz do brasileiro um povo que com sue "jeitinho", acaba ficando no mesmo lugar... A favor do vento, sempre seguindo seu curso... O caminho ditado pelos que estão no poder...

*Wikipédia 


Escrito por *...Lμ@®å...* às 18h17
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19/02/2007

Esse blog tá meio antigo, como eu... Já não penso nem sinto muitas destas coisas que estão escritas aí... (as mais antigas, claro)... Hoje sou outra pessoa, não porque tenha procurado mudar, mas porque a única forma de me encontrar foi mudando... Nem sei dizer ao certo onde quando essas mudanças se deram.... Onde fica a fronteira entre essas duas Luaras que se fundiram numa só...

Hoje sinto o mundo diferente, me sinto diferente do mundo, sou mais expansiva... Sou feliz... E não nego, de maneira alguma a felicidade de outrora, pois foi a soma das duas que me fez o que sou hoje...

Hoje tenho consciencia de que erros são permitidos e sinto-me forte ao errar, diferente de quando me encolhia e me escondia do mundo, por menor que tivesse sido meu erro. Hoje não tenho medo de que me vejam chorando e não tenho problema nenhum em assumir meus sentimentos... Hoje não medo de dizer aos outros o que realmente penso, não sofro por medo das conseqüências, não choro de tristeza e sim de raiva, tento lidar melhor com a minha dor do que com a dor alheia (isso eu sempre soube fazer).
Posso me considerar uma pessoa de sorte, pois aprendi tudo isso praticamante sozinha.

Em outros tempos jamais conseguiria escrever sobre mim com tanta firmeza, mas sei que o público seleto que frequenta meu blog, vai entender, sim, que tudo isso é verdadeiro e que talvez, algumas dessas pessoas sejam arte disso, dessa minha mudança, dessa nova pessoa que me tornei...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 15h30
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18/02/2007

Refeita dos acontecimentos bombásticos dos últimos dias, já tenho olhos para ver outras coisas...

Enfim chegou o carnaval... A festa mais esperada do ano, o momento em que todas as fantasias e desejos podem ser libertos, onde tudo é permitido, a apoteose de um ano que começa... [sim, o ano só começa depois do carnaval...]
Enfim chegou o momento em que todo pobre tem orgulho de ser pobre, pois  "o dia é de glória pra favela"... O carnaval é isso né? Mas ainda assim, nas arquibancadas dos sámbodrámos ou nas ruas de salvador; quem está se divertindo e encehendo a cara é quem tem dinheiro pra gastar com isso... Aqueles que trabalharam dia e noite para prepar o desfile impecável da escola do coração, só saem na avenida a trabalho, enquanto as louras esculturais que viraram sensação no BBB não sei o que, saem de rainhas da bateria...  A cerveja gelada e a mulherada semi-nua fazem parte da festa... Aliás são a principal atração...

E eu aqui em meu canto solitário, por não entender toda essa euforia demasiada, essa liberação incontida, esse atropelo no ano que mal começa, toda essa vontade das pessoas de se libertarem e se liberarem, me pergunto: quando foi que o carnaval deixou de ser popular para se tornar essa coisa massificada, uniforme, padronizada e eletizada que é hoje?
Onde se deu a ponte entre o popular e o comercial, que ninguém se deu conta? Ou se deu? Tudo isso surgiu junto com a padronização social a que estamos submetidos, a falta de estilo e a vergonha que o povo [sim... povo!!!] tem das próprias raízes...

Inacio Teixeira/Coperphoto

Me intrestece saber que um país como o Brasil, que não tem um povo com raça definida, como nos resto dos países do mundo, onde se olha e define-se qual a origem daquela pessoa e que por isso deveria manter suas raízes sólidas e sua cultura ao lacance de todos, para conseguir manter a identidade nacional, (que é a única coisa [sabe-se desde os tempos modernistas de meu Deus] que faz unir-nos e sentirmos brasileiros de fato e de direito, além da língua, claro), deixa-se dominar pelo importado, pelo esteriotipado, pelo enlatado internacional, sem perceber que com isso abre as portas para uma série de ameaças a nós mesmos... O povo não tem acesso a esse tipo de informação, justamente por este ser um país que briga por interesses de gente "grande e poderosa", que dá de presente á população um dia a mais de folia em troca do monopólio da cobertura dos melhores desfiles... Vivemos num país governado por uma emissora de televisão de "primeiro mundo", que forma cidadãos de "terceiro mundo"... Onde é que vamos parar?
E o buraco do metrô? Ninguém mais lembra porque é carnaval? E os desabrigados? É carnaval!!! E o menino que foi arrastado até a morte? É carnaval, não é hora pra tristeza... E que se dane a tristeza das famílias...

Essa é  a minha visão sobre o  essa festa brasileira.... Boa divesão para aqueles que não vêem mal nenhum em alguns dias de folia... Prefiro retirar-me a minha insignificância... Prefiro descançar... Preferiria mesmo curtir o carnaval em algum lugar onde ele ainda fosse como antes... Uma festa pupolar de verade...

Vai Passar

(Chico Buarque e Francis Hime)

Vai passar
Nessa avenida um samba
popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram
sambas imortais
Que aqui sangraram pelos
nossos pés
Que aqui sambaram
nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa
história
Passagem desbotada na
memória
Das nossas novas
gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão
distraída
Sem perceber que era
subtraída
Em tenebrosas
transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo
continente
Levavam pedras feito
penitentes
Erguendo estranhas
catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma
alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos
barões famintos
O bloco dos napoleões
retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma
cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral
Vai passar

 

Se beber não dirija...


Escrito por *...Lμ@®å...* às 12h45
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